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terça-feira, 23 de agosto de 2011

O ministro das cominicações não descarta que já pode ter voado em avião da Sanches Tripoloni

Ministro da comunicações Paulo Bernardo
Na foto, a presidente Dilma Rousseff acompanhada por Gleisi Hoffmann - Foto: André Coelho/O Globo
Aministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann

 BRASÍLIA - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, admitiu nesta terça-feira, durante audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que conhece Paulo Tripoloni e André Sanches, sócios da empreiteira Sanches Tripoloni. No entanto, em dois momentos distintos, o ministro não descartou a possibilidade de já ter voado em avião da empresa. Durante a audiência ele não quis confirmar se chegou a viajar na aeronave, como disse reportagem da revista "Época" . Depois, respondendo aos jornalistas, ele foi questionado a respeito e informou que a possibilidade não pode ser descartada.

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- Sou muito prudente. Em outras ocasiões, durante a campanha eleitoral, já peguei carona. E não tenho a menor ideia de qual é o prefixo do avião - afirmou Paulo Bernardo durante a audiência.
- Eu não posso descartar (que tenha viajado no avião da empresa). Eu não conheço o avião - afirmou depois em conversa com jornalistas.

Questionado a respeito das relações entre sua esposa - a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann - e a empresa, ele disse que não queria responder por ela porque não é seu procurador. Mas afirmou que a Sanches Tripoloni doou R$ 510 mil para a campanha da Gleisi ao Senado no ano passado, fazendo a ressalva de que houve doações para vários partidos e candidatos. Ele acrescentou que, na prestação de contas da campanha, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não fez nenhum questionamento a respeito. Apesar de ter trabalhado na campanha dela, Paulo Bernardo voltou a dizer que não foi candidato no ano passado.

- Não fui candidato. Não tenho prestação de contas nenhuma. Só peguei carona.

Paulo Bernardo também falou a respeito da inclusão do Contorno Norte de Maringá, no Paraná, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que livrou a obra da dependência de emendas parlamentares, sujeitas a contingenciamentos orçamentários. Segundo a "Época", isso teria ocorrido após esforço empreendido pelo próprio Paulo Bernardo. O projeto é tocado pela Sanches Tripoloni. Segundo Bernardo, houve a inclusão da obra no PAC porque os partidos no estado convenceram que a obra era importante.

O ministro disse que foi justamente no dia da liberação de recursos para o Contorno de Maringá, durante festa para celebrar o feito, que ele conheceu Paulo Tripoloni. Paulo Bernardo destacou ainda que não pode ser padrinho de problemas em obras que tenham sido liberadas após ser convencido por parlamentares de que elas eram importantes.

Ele voltou a criticar a imprensa e disse que "jornalista não pode ser desleixado e preguiçoso", tendo que apurar a informação prestada por uma fonte em off.
Fonte: Infoglobo.

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